A cabotagem tem se consolidado como um elemento estratégico para a reindustrialização do Brasil, ao oferecer uma alternativa logística mais eficiente, econômica e sustentável. Esse modal reduz significativamente os custos de transporte, eleva a competitividade das empresas e contribui para a descarbonização da cadeia produtiva.
Segundo dados do governo, o transporte por cabotagem pode ser até 60% mais barato que o rodoviário e 40% mais econômico que o ferroviário. Além disso, apresenta um potencial de redução de até 80% nas emissões de gases de efeito estufa, reforçando seu papel central nas metas de sustentabilidade da indústria nacional.
Com a regulamentação do Programa BR do Mar, em 2025, o setor ganhou novo impulso. A iniciativa facilita o uso de embarcações, incentiva a indústria naval brasileira e moderniza o arcabouço regulatório, com o objetivo de ampliar a participação da cabotagem na matriz logística nacional — dos atuais 11% para 15% até 2035. Esse avanço fortalece a base industrial, reduz custos operacionais e mitiga impactos ambientais.
Portos como os de Suape (PE) e Salvador (BA) já evidenciam os benefícios do modal. Na capital baiana, por exemplo, a cabotagem representa mais de 86% da movimentação de cargas, demonstrando sua viabilidade e relevância estratégica.
Investir na ampliação da cabotagem é essencial para fortalecer a infraestrutura logística, aumentar a autonomia produtiva e ampliar a capacidade industrial do país, consolidando um caminho mais competitivo e sustentável para o desenvolvimento nacional.